Pesca desportiva embarcada · Sesimbra

Pesca em Sesimbra e na Arrábida

Sesimbra é terra de pescadores. Entre a Serra da Arrábida e o Cabo Espichel, a costa faz-se de falésias, enseadas abrigadas e água clara, num dos troços mais ricos em vida marinha de Portugal. Saímos do Porto de Abrigo de Sesimbra no Black Flag, um barco privado só para o seu grupo, e vamos à pesca com quem conhece este mar há mais de 20 anos.

60 € / pessoaMín. 4 · máx. 66 horasBarco privado

As nossas saídas de pesca são sempre fora do Parque Marinho Luiz Saldanha.

Uma vila feita de mar

Antes de ser destino de praia, Sesimbra foi — e continua a ser — uma comunidade de pescadores. Uma história com milhares de anos, que ainda hoje se vê no porto, nas festas e na mesa.

  1. Há 5000 anos

    Já se pescava aqui. Pesos de rede e anzóis de cobre do castro do Outeiro Redondo, dos mais antigos da Europa, estão hoje no Museu Marítimo de Sesimbra.

  2. Época romana

    No centro da baía funcionou uma unidade de preparados de peixe, e o peixe de Sesimbra seguia para outros pontos do Império.

  3. 1201

    O foral de D. Sancho I é a primeira referência escrita à pesca em Sesimbra.

  4. Séc. XIV–XVII

    Chegam as almadravas, grandes armações de redes para o atum, e os acedares, para a sardinha. Em 1636 havia seis armações, entre elas a do Cavalo e a da Baleeira. Os lucros eram tais que, em 1655, uma armada atacou a armação da Baleeira. Em 1588, as receitas da pesca nos mares de Sesimbra chegaram a superar as do monopólio do pau-brasil.

  5. Séc. XIX–XX

    As armações «à valenciana» para sardinha, carapau e cavala espalham-se entre o Portinho da Arrábida e o Cabo Espichel, e nasce em Sesimbra uma rede de fábricas de conserva. Com o peixe a escassear, as armações foram desaparecendo ao longo do século XX.

  6. Anos 1980

    Segundo os pescadores da vila, foi um madeirense, Luís Ferreira, conhecido por «Sá Carneiro», quem ensinou aos pescadores de Sesimbra a pesca do peixe-espada-preto a grande profundidade.

O aparelho: a arte do anzol

O aparelho, ou espinhel, é uma das artes mais tradicionais de Sesimbra: um cabo comprido com linhas («talas») e anzóis iscados. Há aparelho de superfície, para o espadarte, e de fundo, para robalo, dourada, pargo e outras espécies. Já em 1897, numa exposição das campanhas oceanográficas do rei D. Carlos, se mostravam os espinhéis com que os pescadores de Sesimbra apanhavam peixe nos grandes fundos.

Peixe-espada-preto

É hoje um símbolo da vila. Pesca-se de forma artesanal, com palangre de profundidade, a mais de mil metros. Um só aparelho pode levar milhares de anzóis e estender-se por vários quilómetros, quase sempre iscado com sardinha ou cavala. Como é uma arte passiva e muito seletiva, quase tudo o que sobe é peixe-espada-preto adulto. Tem até uma semana gastronómica dedicada.

A aiola, os chocos e as lulas

A aiola é a pequena embarcação típica de Sesimbra: leve, com 3 a 4 metros, feita para este mar. Os pescadores manobram-na com um só remo à popa, o «zingar». É nela que se faz, perto da costa, a pesca tradicional ao choco e à lula, com toneira (ou piteira) e, mais recentemente, com o «palhaço». A lula pesca-se sobretudo ao amanhecer e ao fim do dia. A melhor época dos cefalópodes vai de setembro a maio.

A comunidade e o Senhor das Chagas

A festa maior da comunidade marítima é a do Senhor Jesus das Chagas. A 4 de maio, feriado municipal, a procissão percorre a vila e, no Largo da Marinha, faz-se a bênção do mar e das embarcações. Segundo a tradição, a imagem foi encontrada por pescadores na praia, junto à Pedra Alta.

Museu Marítimo de Sesimbra

Abriu a 31 de maio de 2016, Dia Nacional do Pescador, dentro da Fortaleza de Santiago, uma fortificação do século XVII em plena baía. Lá dentro: as artes de pesca de rede e de anzol, uma aiola em construção em tamanho real, a cadeira de pesca ao espadarte de Arsénio Cordeiro, grande impulsionador da pesca desportiva em Sesimbra, e uma sala dedicada ao Parque Marinho. Vale a visita antes ou depois do passeio.

E nós? Mais de 20 anos de mar. Fomos os primeiros pescadores a fazer marcações de pesqueiros, com pesca tradicional de chocos e lulas e técnicas antigas. É esse conhecimento que levamos a bordo.

O que pode sair do mar

Um guia rápido das espécies mais comuns na pesca embarcada ao largo de Sesimbra. As épocas são indicativas e baseadas na nossa experiência: o mar manda e não prometemos capturas. O tamanho mínimo é o da tabela oficial da DGRM: abaixo dele, o peixe volta ao mar.

Inscreva-se grátis para ver o guia completo

Inscrição para os nossos pescadores e clientes: os 19 peixes da nossa costa, as regras do peixe e os quadros de tamanhos mínimos. Leva menos de um minuto.

Já pescou connosco? (opcional)

Ilustração: Pargo (Pagrus pagrus)

Pargo

Pagrus pagrus
Tamanho mínimo: 20 cm
Onde vive
Fundos de rocha, cascalho ou areia, normalmente entre 10 e 80 m.
Época
Primavera e verão (melhor maio–set.)
Como se pesca
Ao fundo, com isco natural (lula, choco, sardinha, cavala ou camarão), em zonas de pedra.

Sabia que… Começa a vida como fêmea e só mais tarde passa a macho.

Ilustração: Dourada (Sparus aurata)

Dourada

Sparus aurata
Tamanho mínimo: 19 cm
Onde vive
Fundos de areia e pradarias marinhas, até cerca de 30 m; os adultos podem descer aos 150 m.
Época
Outono e inverno (melhor out.–jan.)
Como se pesca
Ao fundo, com isco natural, junto a pedra e areia.

Sabia que… Ao contrário do pargo, nasce macho e passa a fêmea por volta dos 2–3 anos. Alimenta-se de mariscos como o mexilhão.

Ilustração: Robalo (Dicentrarchus labrax)

Robalo

Dicentrarchus labrax
Tamanho mínimo: 36 cm
Onde vive
Águas costeiras pouco fundas (até 100 m), também estuários e lagoas.
Época
Outono a primavera (melhor out.–mar.)
Como se pesca
Com isco vivo ou artificial, perto da costa e da rebentação.

Sabia que… É obrigatório registar cada robalo capturado na app oficial RecFishing (desde janeiro de 2026).

Ilustração: Sargo (Diplodus sargus)

Sargo

Diplodus sargus
Tamanho mínimo: 17 cm
Onde vive
Recifes rochosos costeiros, até cerca de 50 m.
Época
Quase todo o ano (melhor out.–fev.)
Como se pesca
Ao fundo, junto à pedra, com isco natural pequeno (camarão, mexilhão, minhoca).

Sabia que… É muito ativo na zona da rebentação, sobretudo ao amanhecer.

Ilustração: Besugo (Pagellus acarne)

Besugo

Pagellus acarne
Tamanho mínimo: 18 cm
Onde vive
Fundos de areia e pradarias, mais comum entre 40 e 100 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Ao fundo, com anzóis pequenos e isco natural.

Sabia que… A maioria nasce macho e passa a fêmea com 24 a 30 cm.

Ilustração: Goraz (Pagellus bogaraveo)

Goraz

Pagellus bogaraveo
Tamanho mínimo: 33 cm
Onde vive
Os jovens vivem perto da costa; os adultos descem ao talude, normalmente entre 150 e 300 m.
Época
Possível de abril a outubro (fundos mais profundos)
Como se pesca
Pesca de fundo em águas profundas, com isco natural.

Sabia que… Também muda de sexo: começa macho e torna-se fêmea entre os 20 e os 30 cm.

Ilustração: Safio (congro) (Conger conger)

Safio (congro)

Conger conger
Tamanho mínimo: 58 cm
Onde vive
Fundos de rocha e areia; os jovens perto da costa, os adultos mais fundo.
Época
Possível todo o ano
Como se pesca
Ao fundo, com isco de peixe ou lula, em zonas de pedra.

Sabia que… Caça de noite e só se reproduz uma vez na vida, em mar aberto e a grande profundidade.

Ilustração: Choupa (Spondyliosoma cantharus)

Choupa

Spondyliosoma cantharus
Tamanho mínimo: 23 cm
Onde vive
Pradarias marinhas e fundos de rocha e areia.
Época
Possível todo o ano
Como se pesca
Ao fundo, com anzóis pequenos e isco natural.

Sabia que… Vive em grupo, às vezes em grandes cardumes, e come tanto algas como pequenos crustáceos.

Ilustração: Cavala (Scomber spp.)

Cavala

Scomber spp.
Tamanho mínimo: 20 cm
Onde vive
Peixe de cardume, vive na coluna de água, perto da costa.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
À linha, com amostras ou pequenos anzóis em série (corrico ou a meia-água).

Sabia que… É um dos iscos tradicionais do palangre do peixe-espada-preto.

Ilustração: Carapau (Trachurus spp.)

Carapau

Trachurus spp.
Tamanho mínimo: 15 cm
Onde vive
Grandes cardumes costeiros sobre fundos de areia.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
À linha, com pequenos anzóis em série ou amostras.

Sabia que… No século XIX era um dos peixes das armações de Sesimbra, com a sardinha e a cavala.

Ilustração: Choco (Sepia officinalis)

Choco

Sepia officinalis
Tamanho mínimo: 10 cm de manto
Onde vive
Fundos de areia e lodo pouco profundos (normalmente até 50 m).
Época
Inverno e primavera (melhor fev.–mai.)
Como se pesca
À deriva, com toneira ou «palhaço», como na pesca tradicional de Sesimbra.

Sabia que… Passa o dia enterrado na areia e põe ovos negros de tinta, em cachos como uvas.

Ilustração: Lula (Loligo vulgaris)

Lula

Loligo vulgaris
Tamanho mínimo: 10 cm de manto
Onde vive
Entre o fundo e a meia-água, normalmente entre 20 e 250 m.
Época
Outono e inverno (melhor out.–jan.)
Como se pesca
Com toneira, sobretudo ao amanhecer e ao fim do dia.

Sabia que… Vive pouco: as fêmeas cerca de 1,5–2 anos, os machos até 3,5.

Ilustração: Polvo (Octopus vulgaris)

Polvo

Octopus vulgaris
Tamanho mínimo: 750 g (peso)
Onde vive
Fundos de rocha, areia e lodo, normalmente até 100 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Com «palhaço» ou toneira, junto ao fundo.

Sabia que… É a única espécie desta lista em que o mínimo legal é em peso, não em comprimento.

Ilustração: Corvina (Argyrosomus regius)

Corvina

Argyrosomus regius
Tamanho mínimo: 42 cm
Onde vive
Águas costeiras e da plataforma, junto ao fundo ou a meia-água, atrás de cardumes.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Com isco vivo ou natural (peixe, lula).

Sabia que… Aproxima-se da costa para desovar na primavera e no verão; os juvenis entram nos estuários.

Ilustração: Pescada (Merluccius merluccius)

Pescada

Merluccius merluccius
Tamanho mínimo: 27 cm
Onde vive
Fundos de lodo e areia, normalmente entre 70 e 400 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Pesca de fundo, com isco de peixe ou lula.

Sabia que… De dia fica junto ao fundo; à noite sobe na água para caçar.

Ilustração: Faneca (Trisopterus luscus)

Faneca

Trisopterus luscus
Tamanho mínimo: 17 cm
Onde vive
Plataforma continental, entre 30 e 100 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Ao fundo, com isco natural pequeno.

Sabia que… Vive em cardume e aproxima-se da costa, a menos de 50 m de fundo, para desovar.

Ilustração: Juliana (Pollachius pollachius)

Juliana

Pollachius pollachius
Tamanho mínimo: 42 cm
Onde vive
Fundos duros e rochosos, muitas vezes entre 40 e 100 m; também junto a naufrágios.
Época
Só pode ficar com ela de maio a dezembro (máx. 2 por pescador/dia)
Como se pesca
Com amostras ou isco junto à pedra.

Sabia que… Dentro do Parque Natural da Arrábida é espécie estritamente protegida. Fora dele, entre 1 de janeiro e 30 de abril só pode ser pescada e devolvida.

Ilustração: Salmonete (Mullus surmuletus)

Salmonete

Mullus surmuletus
Tamanho mínimo: 18 cm
Onde vive
Fundos irregulares, de areia ou lodo, a menos de 100 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Ao fundo, com anzol pequeno e isco natural.

Sabia que… Procura comida no fundo: camarões, vermes e pequenos moluscos. Desova de maio a julho.

Ilustração: Rodovalho (Scophthalmus rhombus)

Rodovalho

Scophthalmus rhombus
Tamanho mínimo: 30 cm
Onde vive
Peixe chato de fundos de areia ou mistos, entre 5 e 50 m.
Época
Conforme o dia: aparece, sem garantia
Como se pesca
Ao fundo, sobre areia, com isco de peixe.

Sabia que… Vive deitado no fundo e caça outros peixes que lá vivem.

Fontes: tamanhos mínimos na tabela DGRM de 26/02/2026; habitat e biologia no FishBase / SeaLifeBase; pesca tradicional segundo «Sesimbra é Peixe» (Câmara Municipal de Sesimbra). As épocas são indicativas, baseadas no nosso calendário de capturas. Ilustrações dos peixes: Black Flag Tours.

Espécies-alvo

Pargos e sargos

Pesca de fundo em zonas selecionadas ao largo — mais exigente, com iscos naturais quando a costa o permite.

Ideal para… quem já pesca e quer ir a sério ao fundo.

Diversos

Possíveis, conforme maré, profundidade e condições — não são espécies prometidas: choupa, besugo, bica, carapau, safio/congro, abrótea; em fundos mais profundos (até ~150 m, conforme o dia) também podem surgir, por exemplo, goraz ou outras demersais. Sempre indicativo.

Ideal para… grupos que aceitam variedade e o que o dia der.

Espécies em destaque

Fotos verificadas de espécies da costa de Sesimbra / Arrábida. No inverno, o foco principal são douradas (Nov–Jan), chocos e lulas. Pargo, sargo e robalo entram conforme o dia. Outras espécies aparecem só sob Diversos (possíveis, não prometidas).

Pargo (Pagrus pagrus)
Pargo Pagrus pagrus Conforme o dia · primavera / verão — indicativo
Sargo (Diplodus sargus)
Sargo Diplodus sargus Conforme o dia · quase todo o ano — indicativo
Robalo (Dicentrarchus labrax)
Robalo Dicentrarchus labrax Conforme o dia · outono a primavera — indicativo

Diversos — possíveis, não prometidos

Além do foco de inverno, na costa de Sesimbra / Arrábida (fundos costeiros e até ~150 m, conforme condições) podem aparecer, sem garantia: choupa (Spondyliosoma cantharus), besugo, bica, carapau, safio / congro (Conger conger), abrótea; em fundos mais profundos, ocasionalmente goraz (Pagellus bogaraveo) ou outras demersais. Confirme sempre com o skipper — o mar manda.

A captura conta — peixe na mão, adrenalina a bordo.
Canas em ação: pesca desportiva a sério.
No barco, no mar, à procura do próximo peixe.

O que se costuma pescar em cada época

Guia indicativo para Sesimbra / Arrábida. O foco de inverno (dourada, choco, lula) está em destaque; as restantes linhas são habituais ou possíveis. A época muda com o ano, a zona e o estado do mar.

Melhor época (habitualmente) Possível Pouco provável
Épocas indicativas — não são garantia de captura. Linhas como choupa, safio ou goraz são apenas possíveis (diversos), nunca alvos prometidos. Confirme com o skipper ou pelo WhatsApp antes de reservar.

Créditos fotográficos (Wikimedia Commons): Diego Delso — sargo na Arrábida (CC BY-SA 4.0). Espécies: Wikimedia Commons / Pexels.

Do Porto de Abrigo à Arrábida

Águas claras na costa de Sesimbra

Esta costa está protegida pelo Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, criado em 1998 e integrado no Parque Natural da Arrábida. São cerca de 53 km² de mar ao longo de 38 km de costa, da praia da Figueirinha à praia da Foz, a norte do Cabo Espichel. Estão registadas mais de 1400 espécies, e estas águas abrigadas são viveiro de muitos peixes.

As nossas saídas de pesca são sempre fora do Parque Marinho Luiz Saldanha.

A nossa zona de pesca

Mapa da costa entre o Cabo Espichel e a Arrábida: Porto de Abrigo de Sesimbra, as praias Baleeira, Praia do Inferno, Cova da Mijona e Ribeiro do Cavalo, a área do Parque Marinho Prof. Luiz Saldanha (onde não pescamos) e, ao largo, a zona de pesca Black Flag, sempre fora do Parque.
Área de pesca meramente indicativa: o local exato de cada saída depende do mar, do tempo e das espécies. Mapa: dados © OpenStreetMap contributors (ODbL); limite do Parque Marinho segundo o OpenStreetMap e o Decreto Regulamentar n.º 23/98.

Regras do peixe

As regras do peixe, os quadros de tamanhos mínimos e a tabela de mariscos fazem parte do guia para inscritos. Inscreva-se grátis para os ver.

Em Portugal, a pesca lúdica tem regras definidas por lei. Para que o mar de Sesimbra continue cheio de vida, pedimos a todos que as cumpram:

  • LicençaCada pescador precisa de licença de pesca lúdica embarcada da DGRM: 5 € por dia, 12 € por mês ou 50 € por ano. Menores de 16 anos acompanhados por um titular de licença estão dispensados.
  • O que pode levar para casaAté 10 kg de peixe e cefalópodes por pessoa e por dia. O maior exemplar não conta para este limite. Quando chegar aos 10 kg, termina a pesca desse dia. Cada pescador transporta o seu próprio peixe.
  • Tamanhos mínimosSó pode ficar com peixes do tamanho legal ou maiores. Veja o quadro abaixo.
  • Pescar e soltarQualquer peixe abaixo do tamanho mínimo volta imediatamente ao mar, mesmo que já não esteja vivo. O mesmo acontece com as espécies protegidas, como meros, raia-curva, cavalos-marinhos, lagosta e lavagante.
  • MarcaçãoAntes de desembarcar, cada peixe que fica leva um pequeno corte na barbatana da cauda. É obrigatório por lei.
  • RobaloSe apanhar robalo, a captura tem de ser comunicada na app oficial RecFishing, que é obrigatória desde janeiro de 2026.
  • Proibido venderO peixe da pesca lúdica é só para consumo próprio e não pode ser vendido.
  • Parque Marinho Luiz SaldanhaEntre Sesimbra e a Arrábida existe uma área marinha protegida. Nas zonas de proteção total e parcial não se pode pescar, e algumas espécies (por exemplo a juliana, o sargo-bicudo e a moreia) são totalmente protegidas dentro do Parque. Por isso, as nossas saídas de pesca são sempre fora do Parque.

Tamanhos mínimos

Quadro dos tamanhos mínimos de captura dos peixes e cefalópodes, segundo a tabela da DGRM de fevereiro de 2026
Toque na imagem para a abrir em tamanho grande.

Pode pescar, mas tem de devolver

Quadro das espécies de captura proibida na pesca lúdica, que têm de ser devolvidas ao mar
Toque na imagem para a abrir em tamanho grande.
Mariscos: tamanhos mínimos de crustáceos, moluscos e ouriço

A apanha lúdica é proibida em todo o Parque Natural da Arrábida. Lagosta, lavagante e ostra-plana têm tamanho na tabela, mas não podem ser retidos na pesca lúdica.

GrupoNome comumNome científicoTamanho mínimo
CrustáceoCamarão-branco-legítimoPalaemon serratus6,7 cm (g)
CrustáceoCamarão-de-Quarteira, Gamba-manchadaMelicertus kerathurus[3 cm] (g)
CrustáceoCamarão-mouro, Camarão-negro, Camarão-do-rioCrangon crangon5 cm
CrustáceoCamarão-vermelho, Camarão-carabineiroAristeus antennatus9,4 [2,9] cm (g)
CrustáceoCaranguejo-mouro, Caranguejo-verdeCarcinus maenas4 cm
CrustáceoGamba-branca, Gamba-legítimaParapenaeus longirostris9,4 [2,4] cm (g)
CrustáceoLagostas proibidaPalinurus spp.9,5 cm
CrustáceoLagostimNephrops norvegicus7 [2] cm (g) {caudas - 3,7 cm}
CrustáceoLavagante-europeu proibidaHomarus gammarus8,7 cm
CrustáceoNavalheirasNecora puber e Liocarcinus spp.5 cm
CrustáceoPercebePollicipes pollicipes2 cm (h)
CrustáceoSantolaMaja squinado12 cm
CrustáceoSapateiraCancer pagurus13 cm (i)
CrustáceoCaranguejo escava-terra, cavalete— (não indicado na tabela)2,2 cm
MoluscoAmêijoa-boaRuditapes decussatus4 cm
MoluscoAmêijoa-brancaSpisula solida2,5 cm
MoluscoAmêijoa-cãoVenerupis aurea2,5 cm
MoluscoAmêijoa-japonesaRuditapes philippinarum3,5 cm
MoluscoAmêijoa-machaVenerupis corrugata3,8 cm; 3,0 cm (j)
MoluscoAmêijoa-relógioDosinia exoleta4 cm
MoluscoAmêijoa-vermelhaPolititapes rhomboides3,5 cm
MoluscoBerbigãoCerastoderma edule2,5 cm
MoluscoBomboca, berbigão-lustrosoLaevicardium crassum4 cm
MoluscoBerbigão-grandeAcanthocardia tuberculata4,5 cm
MoluscoBurriésGibulla spp., Littorina litorea e Monodonta lineata, Phorcus spp., Steromphala spp.1,2 cm
MoluscoBúzioMurex trunculus5 cm
MoluscoBúzio-de-boca-laranjaStramonita haemastoma5 cm
MoluscoBuzoBuccinum undatum4,5 cm
MoluscoCadelinhasDonax spp.2,5 cm
MoluscoCanilhaBolinus brandaris6,5 cm
MoluscoCastanholaGlycymeris glycymeris5 cm
MoluscoClame-dura, AmeijolaCallista chione6 cm
MoluscoLambujinhaScrobicularia plana2,5 cm
MoluscoLapasPatella spp.2 cm
MoluscoLequesChlamys spp.4 cm
MoluscoLongueirãoEnsis spp.10 cm
MoluscoLongueirãoPharus legumen6,5 cm
MoluscoLongueirão-velhoSolen marginatus7,5 cm
MoluscoMexilhõesMytilus spp.5 cm
MoluscoOstraCrassostrea spp.6 cm
MoluscoOstra-plana proibidaOstrea edulis6 cm
MoluscoPé-de-burrinhoChamelea gallina2,5 cm
MoluscoPé-de-burroVenus verrucosa4 cm
MoluscoPé-de-burricoVenus casina4 cm
MoluscoTelina-grandeArcopagia crassa4 cm
MoluscoVieiraPecten maximus10 cm
MoluscoVieira-rainhaAequipecten opercularis4 cm
EquinodermeOuriço-do-marParacentrotus lividus5 cm

Fonte: DGRM (Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos), Decreto-Lei n.º 246/2000, Portaria n.º 14/2014 e tabela oficial de tamanhos mínimos (fev. 2026). As regras podem mudar; consulte sempre www.dgrm.pt.

O que está incluído

IncluídoGelo.
Canas e iscoA pedido, até 48 h antes do passeio.
Sem licença?Nós tratamos da licença diária da DGRM antes da saída.
Não incluídoLimpeza do peixe.

Barco privado, só o seu grupo · WC e solário · saída do Porto de Abrigo, Sesimbra.

Sem promessas de captura — o mar manda — mas com conhecimento local dos pesqueiros e da época. Experiência distinta do Snorkel (só observação, sem pesca).

Não é um RIB. O Black Flag (~7,5 m) tem WC e solário — mais conforto para saídas de 6 horas do que num semirrígido típico. Barco privado só para o seu grupo.

Incluído

  • Barco privado Black Flag (~7,5 m) e skipper/tripulação
  • Seguro da embarcação
  • Coletes salva-vidas
  • WC e solário a bordo
  • Orientação sobre técnicas e zonas de pesca

Não incluído / a combinar

  • Refeições e bebidas extra — a combinar

Licença de pesca lúdica embarcada

Em Portugal continental, quem pesca a partir de uma embarcação precisa da licença de pesca lúdica embarcada, emitida pela DGRM. A licença diária custa cerca de 5 € (há também mensal e anual). Pode comprá-la num Multibanco (com cartão português), nos balcões da DGRM/DRAP ou online no portal BMar (estrangeiros e não residentes, com alguns dias de antecedência). Muitos operadores compram licenças diárias pré-pagas para os clientes — pergunte no WhatsApp ao reservar. Se a saída for só observação (sem pesca), não precisa de licença.

Atenção: regras, preços e canais de compra podem mudar. Confirme sempre na informação oficial: www.dgrm.pt.

FAQ · Pesca desportiva

Porque é a oferta principal no inverno?

Com condições de mar menos favoráveis a passeios de snorkel e praias, a pesca desportiva — sobretudo douradas (Nov–Jan), chocos e lulas — é a experiência que melhor aproveita a época. As outras saídas mantêm-se sob pedido.

Quantas pessoas e quanto tempo?

60 € / pessoa, mínimo 4 e máximo 6 pessoas. Duração: 6 horas: manhã 7h–13h ou tarde 14h–20h · outros horários a combinar (extra). Barco privado a partir do Porto de Abrigo, Sesimbra.

É diferente do Snorkel?

Sim. Pesca desportiva é pesca embarcada. O Snorkel é só observação de espécies marinhas — sem pesca.

Trago canas e isco?

Incluído: gelo. Canas e isco: a pedido, até 48 h antes do passeio. Sem licença? Nós tratamos da licença diária da DGRM antes da saída. · ver Licenças

Preciso de licença para pescar a bordo?

Sim, em regra, a licença de pesca lúdica embarcada da DGRM (~5 €/dia). Detalhes e links oficiais na secção Licenças. Regras podem mudar — confirme em dgrm.pt.

Galeria

Pescador com um pargo grande a bordo
Pargo a bordo
Pescador segura um choco grande a bordo
Choco grande
Monte de chocos acabados de pescar
Chocos do dia
Canas na popa e esteira do barco ao amanhecer
Canas a caminho do pesqueiro
Pescador mostra um choco no convés
Choco a bordo
Pescador de boné segura um choco grande
Choco de bom tamanho
Esteira atrás do motor com as falésias de Sesimbra ao pôr do sol
A caminho do pesqueiro

Vamos à pesca?

Diga-nos a data e quantas pessoas são. Confirmamos a disponibilidade e o melhor plano para o dia, conforme o mar. 60 € / pessoa · mínimo 4 pessoas (máx. 6) · 6 horas: manhã 7h–13h ou tarde 14h–20h · outros horários a combinar (extra).

Oferta10% de desconto na primeira reserva — diga “primeira vez” ao reservar pelo WhatsApp.Reservar no WhatsApp
WhatsApp